Retorno à escola e retomada ao convívio social.

Queridas famílias Depois de um bom período de escola fechadas, pais e educadores comemoraram quando pudemos retornar ao atendimento presencial, pois sabemos que a interação e o convívio são fundamentais para o desenvolvimento das crianças pequenas. As crianças ficaram 1 ano em suas casas com sua família, com seus brinquedos, com sua rotina e com seus eletrônicos. Elas iniciavam uma brincadeira, depois trocava o brinquedo, retomava o outro e tudo estava no lugar que ela deixou. Elas assistiram desenhos, “pausavam”, voltavam e assistiram muitas vezes os mesmos episódios. Vestiam a roupa que queriam, ficar de pijama o dia todo não era problema algum. Abriam os armários a procura de um biscoito, a geladeira a procura de uma guloseima. Retornar ao convívio social, depois de um longo período sem interação, está tirando as crianças de um lugar confortável e por isso temos presenciado choros na entrada da escola, alterações de comportamento, intolerância com os colegas e seletividade alimentar. Reabitar o ambiente coletivo, no qual não prevalece a vontade individual, tem sido difícil para algumas crianças. E elas não sabem dizer que sentimento é esse, só demonstram inquietações, angústias e as frustrações estão mais doloridas. Quando a enchemos de perguntas sobre o que a afligem, muitas vezes citam uma situação que foi a faísca, respondem “o meu amigo brigou”, “a professora não deu”, “o meu pai não deixou”. O que realmente pode ser acontecido, são situações da vida coletiva, mas que neste momento tem ganhado proporções muito maiores. E o que elas precisam de nós adultos? Precisam do nosso apoio! Que fiquemos ao seu lado fazendo coisas prazerosas para ambos como uma caminhada, um filme, um jogo, uma brincadeira. As crianças não sabem que tínhamos muitas expectativas com a escola aberta, porque estas expectativas eram nossas e não delas. Logo irão desfrutar novamente o prazer da troca, da conversa, da espera, da disputa, das parcerias, das referências e outras conquistas que só o convívio coletivo pode nos trazer. Nos resta ter paciência, pois logo será a vez dos adultos voltarem aos locais de trabalho e desfrutarão dos mesmos sentimentos ao levar horas no trânsito e ao não poder “sumir” da reunião só desligando a câmera. Precisamos nos colocar no lugar das crianças, num exercício de empatia para ver a situação na perspectiva delas. Conte conosco neste desafio, fico a disposição para conversar e buscar juntos caminhos para ajudar as crianças. Atenciosamente Janaina Leal







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